Para saber mais.

 

Memória em Movimento na Formação de Professores.

 

Margareth Brandine Park.

(org) Mercado de Letras, Campinas, 2001.

 

Margareth Brandine Park ao reunir neste livro textos tão distintos sobre a temática da educação, realiza um calidoscópio. Diversifica as propostas de trabalho com crianças e, desta forma retira das crianças o caráter infantilizador. Os textos narram um trabalho na escola que não é escolar no sentido da normatização e disciplinarização. É um trabalho com bairros sem ser bairrista, pois não pretende ser a defesa intransigente de um espaço. É um trabalho com as memórias, mais não é um simples memorial, entendendo-o aqui como um livrinho de lembranças, este livro é uma produção criativa e inventiva. Deleuze dizia "que a única resistência digna do presente é a criação". Este livro produz novas formas de fazer educação, de olhar para o bairro, para as crianças, para os professores, para a memória, para o conhecimento, e para a própria produção.

Este livro conta sobre um trabalho de educação que vai se fazendo em um movimento no qual todos participam com direito a voz, a memória e a escrita. Várias vozes e escritas, todas legítimas. Como num almanaque que é um tipo de livro destinado a todos e feitos por todos, mesmo para os menos letrados, como é o caso das crianças. Todos podem ler e escrever. A aventura para a qual estes textos convidam o leitor é o de ler histórias sobre práticas de cura, de reflexões, de formação de professores, de educação fundamental, de brincadeiras etc. Memória em Movimento na Formação de Professores é uma contribuição contundente à história da produção e da educação, pois alarga e favorece a criação e a invenção de outras possibilidades na educação, recuperando algo que já estava amortecido na história da educação: a potência do questionamento e da capacidade de resposta.

(Anete Abramowicx)

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